Ansiedade: quando a preocupação deixa de ajudar
Sentir ansiedade é humano e, em alguma medida, útil. Veja alguns sinais de que ela passou do ponto e o que costuma ajudar.
Por Marina Azevedo, psicóloga (CRP 07/31842) · · 4 min de leitura
A ansiedade é uma reação natural do corpo diante de algo que parece importante ou ameaçador. É ela que nos faz revisar a apresentação do dia seguinte ou olhar duas vezes antes de atravessar a rua. O problema começa quando ela aparece com frequência, com intensidade maior do que a situação pede, e passa a decidir por nós.
Alguns sinais de alerta
Preocupação que ocupa boa parte do dia e é difícil de interromper. Dificuldade para pegar no sono ou acordar já pensando nos problemas. Tensão muscular, aperto no peito, falta de ar ou o coração acelerado sem motivo aparente. Evitar lugares, conversas ou tarefas por medo de se sentir mal.
Nenhum desses sinais, sozinho, define um diagnóstico. Mas, se eles estão atrapalhando o trabalho, os estudos ou as relações, vale procurar ajuda.
O que costuma ajudar
Na terapia, a gente identifica os pensamentos que alimentam a ansiedade e aprende a olhar para eles com mais distância. Também trabalhamos com o corpo, com técnicas de respiração e de atenção ao presente, e com a exposição gradual àquilo que hoje é evitado, sempre no seu ritmo.
Cuidar do sono, reduzir o excesso de estímulos à noite e manter alguma atividade física também fazem diferença. Em alguns casos, o acompanhamento com um psiquiatra é indicado junto com a psicoterapia, e eu faço esse encaminhamento quando é o caso.
Este texto é informativo e não substitui uma avaliação profissional. Este canal não é para emergências. Se você está em crise ou pensando em se machucar, ligue 188 (CVV, gratuito e 24 horas) ou 192 (SAMU).